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quarta-feira, 21 de agosto de 2019

Acontece no UNICURITIBA: Grupo de Competição do Sistema ONU do UNICURITIBA é destaque internacional e está com inscrições abertas.




O Grupo de Pesquisa participa da competição Nelson Mandela Human Rights Moot Court, que acontece anualmente, em Genebra.
As inscrições estão abertas e podem participar alunos de Direito e de Relações Internacionais.

Saiba mais sobre o assunto no Blog Unicuritiba Fala Direito.


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segunda-feira, 19 de agosto de 2019

Acontece no UNICURITIBA: Visita do Embaixador da Ucrânia e um panorama sobre a situação atual do país






O embaixador da Ucrânia no Brasil, Rotyslav Tronenko, esteve na terça feira, dia 06/08, na Unicuritiba para falar sobre a Ucrânia como oportunidade para intercâmbios, comércio e turismo. Estava acompanhado do cônsul honorário da Ucrânia em Curitiba, Mariano Czaikowski; do presidente da Representação Central Ucraniano Brasileira, Vitório Sorotiuk; e de Sérgio Maciura. Tronenko começou a palestra falando sobre Jan Koum, empreendedor e programador cofundador do Whatsapp, que é uma personalidade conhecida por todos e é ucraniano. A Ucrânia é expressiva exportadora de óleo de girassol e grãos em geral: isso porque sua terra, chamada de terra negra, é extremamente fértil.

A Ucrânia nos traz diversos aprendizados e personalidades como os famosos ucranianos que viveram no Brasil: Clarice Lispector, uma das mais importantes escritoras do século XX, Gregori Warchavchik, arquiteto que criou a primeira casa modernista do país, em São Paulo, e o filho de ucranianos, Miguel Bakum, pintor considerado um dos pioneiros da Arte Moderna no Paraná.

 A região tem tensões como na Crimeia e em Donbass, muito sérias, já que envolvem desacordos históricos com a Rússia.Nessas regiões, ambas de fronteira, há disputa entre os países, e medidas como diversificação de fontes de energia estão sendo utilizadas para evitar os produtos russos.

Política recente

Viktor Yanukovytch foi o presidente durante a Revolução Ucraniana de 2014, no período que a Ucrânia se aproxima da União Europeia, inclusive com perspectiva de participação no bloco. A Rússia, entretanto, pede a Yanukovytch para não assinar o Acordo de Associação UE-União Europeia, o presidente aceita, além de um empréstimo russo. Dessa forma, a população se desagrada e se revolta no episódio chamado de Euromaidan, retratado no documentário “Inverno em Chamas”, ganhador do Oscar de Melhor Documentário de Longa Metragem em 2016 e disponível no Netflix, que foi gravado durante o episódio. Muitas pessoas acabam morrendo com a repressão do governo; o presidente se refugia e o parlamento vota pela sua saída. Nesse momento de muita confusão e instabilidade, a Rússia anexa a península da Crimeia, e é sancionada pelos Estados Unidos e União Europeia.

Quem assume agora é Petro Poroshenko, empresário formado em relações internacionais e em direito que criou seu grande negócio baseado no cacau. Sua característica é o compromisso de manter a unidade territorial da Ucrânia, lutando pela Crimeia e portanto se opondo ao governo Russo. Seu governo, porém, não consegue recuperar o país da crise que vinha desde o governo de Yanukovytch, financeira e de corrupção, o que faz com que o padrão de vida das pessoas baixe muito. Tenta a reeleição, mas acaba perdendo.

Não foi só Reagan que saiu das telas para a presidência do país: o atual presidente da Ucrânia, Vododymir Zelenski, interpretou no Netflix um professor de história que, através de um discurso compartilhado nas redes sociais, entrou para política e se tornou presidente. A série se chama Servo do povo, e o nome do partido do ator na vida real acabou sendo o mesmo. A trajetória se repetiu e o ator, hoje presidente, ficou conhecido através das redes sociais.

O atual governo foi o primeiro a dissolver o parlamento, já que não havia unidade. O novo parlamento assumirá no final de agosto. O tanto de poder que Zelenski acumula é expressivo e o que fará com este poder é algo que os ucranianos estão curiosos, como nós, por saber.


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terça-feira, 2 de julho de 2019

Acontece no UNICURITIBA: Grupo de Extensão "De Portas Abertas para o Mundo" realiza evento para celebrar o Dia Mundial do Refugiado





Por Vinícius Canabrava


No último dia 20/06 foi comemorado o Dia Mundial do Refugiado. À Assembleia Geral das Nações Unidas decidiu que a partir de 2001, todos os países deveriam celebrar esta data, mostrando respeito a coragem, perseverança e força que os refugiados têm ao deixarem seus lares de forma forçada.

Para incentivar isto, o grupo de extensão, De Portas Abertas Para o Mundo, que tem por objetivo integrar os refugiados e conscientizar as pessoas sobre o tema, promoveu uma festa cultural, na Rua Pagu, em Curitiba. Com a orientação do Professor Thiago Assunção, o evento contou com o apoio do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados e da Cáritas, organização da Igreja Católica para tratar com o tema.

A programação do evento permitiu que os refugiados, migrantes e brasileiros pudessem interagir, se aproximar e ter, principalmente mais empatia uns com os outros, algo primordial para quebrar barreiras. Para alcançar este objetivo o grupo utilizou de apresentações artísticas, desde poesia, músicas e dança, até mágica.

Para começar, o poeta angolano Moises Antonio,  recitou suas poesias que falam sobre migração, o autor já foi citado em diversos trabalhos acadêmicos e fala “tudo é terra, não importa se aqui ou lá”

 




 
Após ele, dançarinas típicas de cada região da Venezuela mostraram para o público como a dança se tornou uma forma de celebrar a cultura venezuelana em Curitiba e também como esta pode ser uma forma de resistência. Uma delas, em poucas palavras, conseguiu mostrar quão resistente o povo venezuelano é, emocionando o público.



Além destas atrações, umas das que mais empolgou as pessoas que estavam presentes foi a da cantora e instrumentista Ninoska Potella, da Venezuela, com a dançarina Meliarqui Ybarra, também venezuelana. Ybarra dançou ao som do joropo, gênero típico de seu país que de origem que foi entoado por Potella.

Assim, o evento conseguiu cumprir com sua função, criou um ambiente descontraído, onde todos puderam aproveitar e aprender, aliando a arte com o conhecimento e, assim, eliminando preconceitos.


*Fotos: Thiago Lisboa
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domingo, 23 de junho de 2019

Acontece no UNICURITIBA: Alunos de Relações Internacionais realizam simulação da Corte Internacional de Justiça

Por Manuela Paola e Vinícius Canabrava



Imagine que um Estado A atacou o território do Estado B, sem motivo aparente. Depois de tentar resolver o problema entre si, sem nenhum tipo de concordância, a situação não foi solucionada. Como resolver essa questão, de forma satisfatória para ambos os lados? A Corte Internacional de Justiça é um meio judicial para solução de controvérsia e ela quem vai agir em um caso como esse. Para que os alunos pudessem ter uma visão de como essa Corte funciona, a professora Michele Hastreiter, que ministra aulas de Direito Internacional Público, promoveu uma simulação da Corte Internacional de Justiça, na primeira semana de julho. O caso escolhido foi extraído da competição Philip C. Jessup International Law Moot Court e envolvia dois estados fictícios, a Rigalia e a Ardenia.
Conforme relatava o caso, no sul da Rigalia e no Norte da Ardenia, existiriam províncias chamadas de Zetia, habitadas por uma minoria étnica e que, apesar de fazer parte de cada um dos dois territórios, as decisões são tomadas independentes dos governos, por conselhos tribais. A controvérsia começou por causa do desejo de separação da Rigalia por parte dos Zetianos que ocupavam parte do território daquele país. Depois de atentados terroristas e protestos violentos, para conter a ação do movimento separatista, o governo da Rigalia utiilizou de ataques armados por meio de drones. Em um dos bombardeios, a Rigalia acabou mirando em um alvo na Ardenia, que supostamente financiava o movimento separatista. Por um suposto engano, o ataque acabou destruindo um hospital e matou centenas de inocentes.
Depois de muito estudar o caso, os alunos prepararam um memorial com os argumentos que seriam apresentados a Corte. Para elaborar os argumentos, os alunos tiveram que utilizar das fontes do Direito Internacional: os Tratados, a doutrina, a jurisprudência da Corte e de outros Tribunais Internacionais, como a Corte Interamericana de Direitos Humanos, normas imperativas chamadas de Jus Cogens, como por exemplo o respeito à soberania dos Estados e princípios gerais do Direito, semelhanças encontradas em vários sistemas jurídicos. Com isso, os estudantes de Relações Internacionais precisaram pesquisar, a fundo, como o Direito Internacional é desenvolvido, como as decisões são importantes e, principalmente, como fundamentar um caso perante a Corte Internacional de Justiça, que é um órgão de extrema relevância no Sistema Internacional, pois é onde os Estados podem solucionar suas controvérsias sobre as mais variadas questões.
Por fim, após a elaboração dos memoriais, os argumentos foram apresentados durante uma sessão da Corte, com a professora Michele Hastreiter como juíza, além da participação de veteranas no curso, que haviam se destacado em simulações anteriores: Andressa Paludzyszyn, Analu Macedo Rosa e Eliza Roman.
A Corte tem autoridade para julgar e tomar decisões vinculativas obrigando, Rigalia ou Ardênia a indenizar os danos causados, cessar os ataques, reconhecer o caráter ilícito da conduta, dentro outras formas de reparação dos ilícitos internacionais. Para isso, os argumentos foram apresentados por cada grupo e posteriormente rebatidos.
 Os alunos de Relações Internacionais acharam que a simulação foi de extrema importância, pois mesmo que em menor escala, eles puderam vivenciar na prática como é resolvida uma controvérsia internacional de maneira judicial; algo que parecia muito distante da realidade deles se tornou mais próximo e acessível.

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terça-feira, 18 de junho de 2019

Acontece no UNICURITIBA: Visita do Embaixador de Bangladesh no Brasil








Você sabia que o Brasil foi um dos primeiros países a reconhecer Bangladesh como um Estado independente? Curiosamente, não sabemos quase nada sobre esse pequeno país asiático. Rodeado quase que totalmente pela Índia, Bangladesh faz fronteira a sudoeste com Myanmar e possui uma saída para o Golfo de Bengala, ao sul. Apesar de ser um país territorialmente pequeno, sua população conta com 164,7 milhões de habitantes, uma das maiores aglomerações de pessoas do mundo. 

Para entender melhor sua história, é importante lembrar como Bangladesh surgiu. Índia, Paquistão e Bangladesh eram um único país, de domínio britânico. Após a dissolução da Índia Britânica em 1947, dois estados se formaram: a Índia e o Paquistão. De modo incomum e cortado ao meio pela Índia, o Paquistão era dividido em duas metades: Ocidental e Oriental. As diferenças entre as duas eram inúmeras; na primeira parte, era onde estava todo o desenvolvimento, deixando a outra parte com pobreza, desastres naturais e poucos investimentos.

Em 1970, o líder do partido oposicionista venceu as primeiras eleições gerais convocadas no país. No entanto, o ditador do Paquistão não permitiu que o líder Mujibur Rahmanse tornasse primeiro-ministro do país, e em seguida, o prendeu e mandou as tropas reprimirem a revolta que eclodiu. No ano seguinte, o substituto de Mujibur, Zia-ur Rahman, proclamou a independência de Bangladesh.

Sua história é longa e turbulenta, mas isso não impediu Bangladesh de continuar lutando para ser um país em ascensão. Para aumentar a interação entre os dois países, o embaixador de Bangladesh no Brasil fez sua primeira visita ao Paraná na segunda-feira (17). À noite, Zulfiqar Rahman deu uma palestra para a UNICURITIBA, para contar mais sobre seu país e explicar o interesse na tecnologia usada na agricultura no Paraná, que é semelhante com a desenvolvida em Bangladesh, além da troca de conhecimento e cultura que seria extremamente benéfico para os dois países. Como o próprio embaixador disse, esse é o século da Ásia e da América, por isso é muito importante que os dois continentes se apoiem e se promovam, para que o desenvolvimento seja sempre constante.

Nessa troca de conhecimentos, pudemos aprender muito com Bangladesh. Um dos aspectos destacado foi a valorização das mulheres: o empoderamento feminino é uma prioridade no país. Desde 2009, a primeira-ministra Sheikh Hasina é quem comanda o governo. De acordo com o Global Gender Gap Report (um relatório que mede a igualdade de gênero), Bangladesh está na 5ª posição de empoderamento político. A título de comparação, o Brasil está em 112º lugar.

O embaixador terminou sua palestra respondendo perguntas dos alunos e professores, sobre corrupção, que é um dos maiores problemas sociais, juntamente com o terrorismo e o fato de que ainda há muitas meninas que saem da escola para casar, mesmo não havendo motivos para tal. As mudanças climáticas e desastres naturais também foram tema de uma pergunta. Bangladesh é um dos países mais vulneráveis as mudanças climáticas, sofrendo periodicamente com enchentes.

Além disto, o Embaixador também falou sobre imigração. Sobre este tema em particular, abordou a crise de refugiados vivenciada atualmente pelo país, que já recebeu mais de 1 milhão de refugiados rohingyas vindos de Myanmar e também falou sobre os imigrantes bangaleses que vem ao Brasil para trabalhar em grandes frigoríficos na produção do frango halal – sendo que muitos estão em situação de irregularidade administrativa e são vítimas do tráfico de pessoas.

A importância da aproximação entre Brasil e Bangladesh ficou clara na fala do embaixador, que mostrou muito entusiasmo sobre o estreitamento dessa relação. Sem dúvida, ambos os países se beneficiarão com o intercâmbio de informações, tecnologias e cultura e o primeiro passo para isso é conhecer mais sobre a incrível e rica em tradições Bangladesh.

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quinta-feira, 30 de maio de 2019

Acontece no UNICURITIBA: II SIMUNI - Simulação das Nações Unidas


A acadêmica Maria Eduarda Siqueira, do sétimo período de Relações Internacionais, participou do staff do evento de Simulação das Nações Unidas, e produzir um relato sobre a sua experiência, em especial, na Simulação do Conselho de Direitos Humanos da ONU com alunos do Ensino Médio. 

Confira!


MINHA EXPERIÊNCIA NO SIMUNI

Por: Maria Eduarda Siqueira

O Simuni – II Simulação ONU do UNICURITIBA, realizado entre os dias 16, 17 e 18 de maio, permitiu um momento de reflexão, de grande relevo nos movimentos do Brasil atual, acerca da importância da educação.  

Dividido em quatro frentes:
- Conselho de Direitos Humanos, cujo tema era o Refúgio na Atualidade;
-  Comitê Histórico do Conselho de Segurança das Nações Unidas, que efocou A guerra do Golfo em 1990;
- Conselho de Segurança das Nações Unidas: Crise do Iêmen
- ECOSOC: A participação das empresas e da sociedade civil organizada no fomento à igualdade de gênero como forma de alcançar o Desenvolvimento Sustentável.

O evento, organizado pelo Curso de Relações Internacionais -  e, sobretudo, pelos Professores Gustavo Blum, Jannifer Zarpelon e Marlus Forigo, além da coordenadora Patrícia Tendolini Oliveira -  reuniu cerca de 100 estudantes de ensino médio e graduação a fim de promover o debate saudável e fomentar a importância das Relações Internacionais na tomada de grandes decisões.
Dentro do Conselho de Direitos Humanos, foi possível reunir 38 estudantes de ensino médio, a grande maioria no início de seu descobrimento acadêmico, para debater, além da Situação do Refúgio, a importância dos Direitos Humanos e da existência, dentro das Nações Unidas, de um órgão que trate disso. Três acadêmicos de Relações Internacionais conduziram a mesa diretiva – Maria Eduarda Siqueira, Tiago Viesba e Eliza Roman. Além deles, a Profa. Michele Hastreiter foi a Coach no Conselho, direcionando as discussões e tirando dúvidas dos estudantes.
Apesar das polêmicas, como a saída dos Estados Unidos do Órgão e a acusação de permitir que países com histórico de violação se tornassem membros, é inegável a positiva participação em cenário internacional do Conselho que se posiciona sobre questões como a atual situação da Venezuela, sobre a necessidade de serviços de saúde na África, a proteção às pessoas com deficiências, etc.
Durante o debate promovido na Simulação, os estudantes comentaram sobre os direitos dos refugiados de saúde, educação, moradia, documentação e dignidade humana, mas vale ressaltar que tais direitos não são aplicados somente aos refugiados e sim a toda a população mundial que, independentemente de seu local de origem e de residência, deve ter acesso a tais benefícios, como garante a Declaração Universal dos Direitos Humanos e preza o Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas.
Ao longo das cinco sessões realizadas dentro da Simulação, os estudantes passaram também por um momento de crise: um barco de refugiados sírios naufragou na costa da Sicília e aguardava resgate. Pela demora na tomada de decisão, muitos refugiados sírios não sobreviveram ao caos do mar italiano e, apesar de fictícia, a situação retrata a realidade onde, diariamente, milhares de refugiados e demais seres humanos enfrentam o caos na busca por direitos que, infelizmente, são negados.

Em meio à análise do momento vivido, vale ressaltar que o debate, a liberdade de expressão e a educação são direitos humanos, que não deve ser negados a ninguém, independentemente de sua origem, cor, classe social, etnia ou orientação sexual. Dentro deste contexto, momentos promovidos objetivando a troca e a experiência educacional são capazes de proporcionar grandes aprendizados, além de acadêmicos, de vida.

Dessa forma, ao encerrar as atividades do Conselho de Direitos Humanos do SIMUNI, a mesa diretiva e os 38 estudantes que dele participaram, realizaram um minuto de silêncio em homenagem ás vítimas do naufrágio fictício mas também por todos aqueles que, diariamente, têm seus direitos violados.




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