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sexta-feira, 22 de maio de 2020

Mulheres de Destaque - como as líderes estão lidando (muito bem) com a pandemia

     


     Nem o mais preparado dos governos poderia estar pronto para lidar com uma pandemia. No entanto, é notável que alguns países estão lidando com a situação muito melhor do que outros. É notável, também, que muitos desses países são liderados por mulheres. Da Alemanha até a Nova Zelândia, passando pela Dinamarca, Noruega, Finlândia, Islândia e Taiwan, todos esses países tomaram rapidamente medidas preventivas contra o coronavírus. 

A Islândia, comandada pela primeira-ministra Katrín Jakobsdóttir, preferiu prevenir ao invés de remediar: antes mesmo de registrar casos da doença, reuniões com mais de 20 pessoas ou mais foram proibidas, logo no final de janeiro. Além disso, é o país que mais faz teste em relação à sua população para o COVID-19 - até o dia 12 de abril, foram feitos 35 mil testes, que devem continuar sendo feitos até o fim da pandemia. A Islândia tem uma população de 364 mil habitantes, o que facilita essa operação. 

A primeira-ministra da Noruega, Erna Solberg, tomou uma atitude pouco comum, que no entanto se provou um ato de sensibilidade: ela fez uma coletiva de imprensa onde respondeu à perguntas feitas exclusivamente por crianças, explicando com calma que não há problema algum em se sentir assustado nos dias de coronavírus. Para combater a disseminação da doença, o país escandinavo fechou diversas instituições públicas e privadas, incluindo escolas e jardins de infância, além das próprias fronteiras. No dia 27 de abril, o governo autorizou a volta às aulas para crianças de 6 a 10 anos, após algumas semanas da reabertura de creches e jardins de infância. Alguns pequenos negócios, como salões de beleza, também retomaram suas atividades. 

Na Finlândia, o isolamento foi aplicado com afinco. A primeira-ministra Sanna Marin - a chefe de governo mais jovem do mundo - impôs um lockdown estrito. Além disso, Marin baniu viagens não-essenciais para dentro e fora da área de Helsinque. A excelente jogada de Sanna foi perceber que nem toda a população lê os jornais diariamente, mesmo que sua importância seja extrema num momento como esse. Por isso, a Finlândia declarou os influencers como atores críticos num momento de crise. A mensagens do governo são editadas por uma agência de comunicação - PING Helsinki - para se acomodarem em redes sociais. Dessa forma, informações importantes, especialmente num momento como esse, podem chegar a todos, não apenas através de jornais e programas televisivos, mas também pelos influencers, visto que seu alcance é significativo. 

A Dinamarca foi um dos primeiros países a adotar medidas de prevenção contra o coronavírus, depois que a Itália decretou quarentena no dia 9 de março, proibindo e viagens entre os dois países e mais tarde, fechou as fronteiras para todos os não-residentes. Além de suspender aulas em todas as escolas, fechou bares, restaurantes e lojas. No dia 15 de abril, as escolas reabriram suas portas para receber as crianças dinamarquesas, depois de um mês de confinamento e aulas on-line. 

A chanceler alemã, Angela Merkel, foi direta ao falar publicamente com sua população: alertou a todos que o coronavírus poderia infectar 70% das pessoas. Com um doutorado em química quântica, Merkel fez questão de explicar a ciência por trás do lockdown e por que ele é efetivo, o que ajudou a aumentar o índice de aprovação da líder da Alemanha. 

Em Taiwan, a presidente Tsai Ing-Wen não foi menos rápida ao combate do Covid-19. Logo em janeiro, ela acionou o centro de comando de epidemia do país e restringiu viagens, além de instalar medidas de quarentena. Atos de higiene pública em massa também foram adotados, como a desinfecção de áreas públicas e prédios. Até o dia de hoje, 18 de maio, foram contabilizadas 7 mortes pelo novo vírus na ilha. 

Jacinda Arnen, a primeira-ministra da Nova Zelândia, vem ganhando destaque desde o último ano por conta de suas ações incomuns, como a sua participação em um evento realizado para lembrar as vítima perdidas no ataque à duas mesquitas, em 2019. Na pandemia, Jacinda também se fez aparecer ao adotar uma estratégia - novamente incomum - de eliminar a curva do coronavírus, e não apenas achatá-la. Para isso, foram necessárias medidas estritas logo no começo da crise, como controle de fronteiras, aplicar quarentena a todos os viajantes vindo do exterior e instalar o completo isolamento social, sendo permitidas saídas apenas para compras em farmácias ou mercados. Desde o dia 11 de maio, estabelecimentos como cinemas e bares, além das escolas, tiveram uma reabertura gradual, sempre respeitando o distanciamento social. 

Há muito tempo que as mulheres são forçadas a mostrar seu valor e exigir o reconhecimento merecido para seus atos. No entanto, as ações dessas líderes parecem ser tomadas com muita calma e sem esforço algum, respondendo apenas ao instinto de salvar sua população - que deveria ser de praxe em todo e qualquer líder de governo. Quando se dá ouvidos ao que a ciência tem a dizer, fica claro que a força da doença não pode ser menosprezada e a população não pode ser colocada em risco. Felizmente, foi exatamente isso que todas essas mulheres fizeram. O exemplo que nos dão essas mulheres faz com que o sentimento de força que existe em todas nós seja ainda mais alimentado, nos dando a certeza de que somos, sim, capazes de governar o mundo. 

Referências
O ousado plano da Islândia contra Covid-19: testar (quase) todo mundo. Superinteressante. 13 abr. 2020. Disponível em: <https://super.abril.com.br/ciencia/o-ousado-plano-da-islandia-contra-a-covid-19-testar-quase-todo-mundo/>. 
CORONAVÍRUS: por que países liderados por mulheres se destacam no combate à pandemia? BBC. 22 abr. 2020. Disponível em: <https://www.bbc.com/portuguese/internacional-52376867>.
WHAT Do Countries With The Best Coronavirus Response Have In Common? Women Leaders. Forbes. 13 abr. 2020. Disponível em: <https://www.forbes.com/sites/avivahwittenbergcox/2020/04/13/what-do-countries-with-the-best-coronavirus-reponses-have-in-common-women-leaders/#3e1055f23dec>.
DINAMARCA é o segundo país europeu a anunciar relaxamento de medidas contra coronavírus. Folha de S. Paulo. 30 mar. 2020. Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2020/03/dinamarca-e-2o-pais-a-anunciar-relaxamento-de-medidas-contra-coronavirus.shtml>.
NORWAY MP tells kids: 'It is OK to feel scared' during coronavirus. Reuteurs. 16 mar 2020. Disponível em: <https://www.reuters.com/article/us-health-coronavirus-norway-children/norway-pm-tells-kids-it-is-ok-to-feel-scared-during-coronavirus-idUSKBN2131NE>.
CORONAVÍRUS: na Noruega, crianças entre 6 e 10 anos retornam às aulas. O Globo. 27 abr 2020. Disponível em: <https://oglobo.globo.com/mundo/coronavirus-na-noruega-criancas-entre-6-10-anos-retornam-as-aulas-24395995>.
FINLAND taps social media influencers during coronavirus crisis. Politico. 31 mar. 2020. Disponível em: <https://www.politico.eu/article/finland-taps-influencers-as-critical-actors-amid-coronavirus-pandemic/>.
ARE female leaders more successful at managing the coronavirus crisis?. The Guardian. 25 apr 2020. Disponível em: <https://www.theguardian.com/world/2020/apr/25/why-do-female-leaders-seem-to-be-more-successful-at-managing-the-coronavirus-crisis>.
DINAMARCA começa a reabrir escolas após um mês de confinamento por pandemia. UOL Notícias. 15 abr 2020. Disponível em: <https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/afp/2020/04/15/dinamarca-comeca-a-reabrir-escolas-apos-um-mes-de-confinamento-por-pandemia.htm>.
A pouco quilômetros da China, Taiwan passou quase ilesa pelo coronavírus. Exame. 13 mar 2020. Disponível em: <https://exame.abril.com.br/mundo/tawain-pequena-ilha-da-asia-e-referencia-no-combate-ao-coronavirus/>.
ELIMINAR e não achatar a curva: Nova Zelândia tem resultados com estratégia mais agressiva contra o coronavírus. BBC News. 12 abr 2020. Disponível em: <https://www.bbc.com/portuguese/internacional-52258490>.
NOVA Zelândia reabrirá escolas, cinemas e bares nos próximos dias. R7. 11 mai 2020. Disponível em:<https://noticias.r7.com/internacional/nova-zelandia-reabrira-escolas-cinemas-e-bares-nos-proximos-dias-11052020>.
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segunda-feira, 28 de outubro de 2019

Mulheres de Destaque: Priscila Caneparo,egressa de Direito, professora da casa e apaixonada por Direitos Humanos



Por Manuela Paola



Membro da Comissão de Direito Internacional da OAB/PR, participante da instauração da Comissão da Verdade, membro da Academia Brasileira de Direito Internacional, delegada da diplomacia civil e atuação em ONGs para consolidação dos direitos humanos em âmbito internacional. Essas são algumas das atividades que compõem o currículo de Priscila Caneparo dos Anjos, uma das muitas inspirações do corpo docente do curso de Relações Internacionais. Egressa de Direito do UNICURITIBA, hoje ela leciona aulas sobre Ecopolítica Internacional, além de Direitos Humanos, Direito Internacional e Constitucional, no Curso de Direito da UNICURITIBA.

            Mesmo em uma família de advogados, juízes e promotores, Priscila queria ser médica até os 12 anos. Mas, às vezes, precisamos de um empurrãozinho na direção certa. Depois de ter aulas de inglês com um professor croata que a apresentou ao Direito Internacional, ela descobriu sua vocação. Sempre muito curiosa, ela começou a estudar Direito Internacional e Direito Internacional dos Direitos Humanos com 13 anos - inclusive, desde essa tenra idade ela lia The Economist. No entanto, já na faculdade, ela não se dedicou a esses temas: estagiou no Ministério Público e no Juizado Especial Cível - o que foi ótimo para mostrar a Priscila a carreira que ela não queria seguir. Os sonhos da professora foram para várias direções, mas sempre com um denominador comum: o internacional. Ser diplomata, trabalhar em ONGs voltada para os Direitos Humanos, aprender mais línguas e viajar o mundo em busca de cultura. Se ela realizou esses sonhos? Sim! Priscila chegou à terceira fase da diplomacia, presta consultoria para ONGs, fala inglês, francês e alemão e conhece 55 países. Incrível, né?

Deu pra notar que ela é bem próxima do Direito Internacional, certo? Quando questionada sobre o momento em que esse interesse surgiu, a professora me deu uma resposta peculiar: ele nasceu comigo. Com a curiosidade sempre presente, a vontade de saber a realidade dos arranjos institucionais floresceu e ela passou a estudar além da informação que havia na superfície. Além disso, viajar, observar as relações pelas transposições de fronteiras e consequências e os próprios relacionamentos políticos e institucionais entre Estados e organizações, como a própria disse, contribuíram para o estudo de Direito Internacional.

            Apaixonada por Direitos Humanos, Priscila entende que a própria situação de privilégio não é a mesma de tantas outras pessoas. Dessa forma, sua percepção de justiça social não é apenas uma frase bonita sem qualquer concretização: ela acredita que algo deve ser feito para se consolidar essa justiça. Para Priscila, um bom começo foi o da educação. Mesmo que as preocupações em relação a tantos temas, possibilidades e práticas do tripé de Relações Internacionais, Direito Internacional e Direitos Humanos tirem seu sono, ela afirma que mantém acesa a chama de seu profissional.

            Além de professora, Caneparo coordena o Grupo de Competição do Sistema ONU (você pode saber mais sobre ele aqui). Ela e mais três alunas - uma de RI e duas de Direito - foram até Genebra para o Nelson Mandela World Human Rights Moot Court Competition. Mesmo que o Grupo seja um dos maiores desafios de sua carreira - administrar o psicológico dos seus alunos e prepará-los em temas complexos - ela acredita que tudo vale a pena quando os alunos se destacam e mostram que estão preparados para o desafio. [...] é gratificante quando você colhe os resultados: no momento em que os alunos passam a lhe explicar, a entender a sistemática dos processos internacionais, você dá conta que todo o dispêndio de tempo e esforço valeram à pena, afirmou Priscila, que fez com que seu grupo ficasse entre as melhores médias brasileiras da competição neste ano.

            Sobre dificuldades no mundo acadêmico e conciliação da vida pessoal e profissional, Priscila foi concisa: elas existem, mas tudo é uma questão de prioridade, e para ela, é a sua profissão. Enquanto mulher, as barreiras também não desapareceram, mas a professora não deixa que elas a afetem, e tenta auxiliar suas colegas e todas as outras mulheres que passam pelo mesmo. Nas palavras da prof: É a máxima: juntas somos mais fortes! (Girl Power!)

            Os planos de Priscila para o futuro são românticos e similares aos de muitos estudantes de Relações Internacionais. Mas o principal deles é usar o seu trabalho como forma de tocar a alma das pessoas que também desejam um mundo mais isonômico e equânime.
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sexta-feira, 18 de outubro de 2019

Mulheres de Destaque: Dorothy Stang, o “Anjo da Amazônia”.



Figura 1: Dorothy Mae Stang (Fonte: Sisters of Notre Dame de Namur) [1]


Por Igor Vieira Pinto

Dorothy Mae Stang, freira norte-americana que mais tarde naturalizou-se brasileira, era chamada de Irmã Dorothy por conta do ofício, mas o apelido carinhoso de “Anjo da Amazônia” é inegavelmente o mais marcante. Seja por sua bondade destinada a todos, principalmente aos necessitados, ou pela luz de esperança que trouxe ao Brasil de forma geral em sua luta contra a desigualdade social e desmatamento, Dorothy foi e continua sendo personagem a ser destacada quando é discutida a impunidade frequente que dribla a justiça brasileira e a destruição das florestas brasileiras por interesses gananciosos.
Desde muito nova, aproximadamente partir dos 36 anos, iniciou sua atividade missionária no Brasil, com reivindicações em favor de trabalhadores rurais que tiram da terra seu próprio sustento e moradia, para que as propriedades públicas não fossem apossadas por grandes agricultores que usufruíam ilegalmente do espaço – por intermédio de “grilagem”, termo utilizado para descrever a falsificação de documentos de posse de terras - para o estabelecimento de serrarias, gerando grande impacto negativo na estabilidade da preservação ambiental. A Irmã Dorothy carregou essa “bandeira” ao passar dos anos, com predominância na cidade de Anapu, no estado do Pará, ganhando cada vez mais apoio de muitos e desgosto destes grandes empresários e seus funcionários... Fato este que culminou em seu assassinato em 12 de fevereiro de 2005, aos 73 anos de idade, com 6 tiros por arma de fogo, sendo cinco ao redor do corpo e um na cabeça – o tiro fatal.
O projeto central que formaliza as atividades de Dorothy, é chamado de PDS (Projeto de Desenvolvimento Sustentável), criado anos atrás por iniciativa do governo federal, mas que apenas “saiu do papel” pela ação de Dorothy, tendo o reconhecimento do Estado em 2003 e sendo acrescido da palavra Esperança, para fazer alusão a primeira implementação do projeto. A ideia central, seria destinar 20% de dada parte das terras públicas para que agricultores familiares- principalmente os sem-terra- produzissem suficientemente para seu próprio mantimento e os 80% restantes para a preservação da biodiversidade que ali existisse, estabelecendo assim, nas próprias palavras de Dorothy, uma “harmonia com o que já existe na natureza”[2]. Como muitos projetos com caráter social no país, as colaborações governamentais eram precárias, sejam em fundos, como até mesmo em ordem administrativa, uma vez que o Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), autarquia federal, mostrava-se incapaz de intermediar os conflitos que ocorriam.
Pela extensão geográfica da área florestal de Anapu, esta era dividida em lotes, sendo alguns de propriedade privada e outros propriedades do Estado. O lote 55, era considerado o coração do assentamento do PDS Esperança e foi protagonista do impasse de Dorothy com o latifundiário Regivaldo Pereira Galvão, mais conhecido como "Taradão", que se denominava dono do lote, e com o fazendeiro Vitalmiro Bastos de Moura, chamado de "Bida", que seria o comprador e, portanto, novo dono desta terra. Como principais suspeitos, foram acusados de encomendar a morte de Irmã Dorothy a pistoleiros conhecidos, sendo ela vista como uma barreira frente a seus delitos. O STF determinou recentemente a prisão de Regivaldo, após longas incertezas de seu destino, e Vitalmiro cumpre, desde 2015, prisão em regime domiciliar. O atirador, Rayfran das Neves Sales, foi condenado e cumpre pena de 27 anos. Já os dois outros cúmplices, cumprem regime domiciliar e liberdade provisória.
Dorothy Stang não representa apenas a força feminina, mas também a força de vontade de uma cidadã que busca mudanças em prol da sociedade em geral, chegando a derrubar seu sangue como ferramenta de suas reinvindicações. Soma-se a isso a situação atual da floresta amazônica que é devastada muitas vezes por queimadas que visam o desenvolvimento ilegal do agronegócio, mas que, principalmente, mostram o poder de ação destes agricultores criminosos. Quando defende-se a natureza, defende-se a nação em que ela está inserida e o mundo. Que a morte/sacrifício da Irmã Dorothy não seja em vão. As pessoas, em especial os brasileiros, precisam “acordar” para a situação inaceitável de desmatamento e, dentre outras coisas, devem cobrar o Estado.
Este texto foi amplamente inspirado e referenciado pelo filme “Mataram Irmã Dorothy” (2008), um filme de Daniel Junge, que retrata com maestria e muitos detalhes a luta de Dorothy Stang. Esta é sem dúvida uma grande opção de filme, fica, também, aqui indicado.

Bibliografia
1. Sisters of Notre Dame de Namur – About Sister Dorothy Stang - https://www.sndohio.org/sister-dorothy/
2. “Mataram Irmã Dorothy” (2008), um filme de Daniel Junge.
- Estadão – Blogs - Fausto Macedo – Repórter – “Polícia prende 'Taradão', mandante do assassinato de Dorothy Stang” - https://politica.estadao.com.br/blogs/fausto-macedo/policia-prende-taradao-o-mandante-da-morte-de-dorothy-stang/
- G1 – Rede Liberal (Pará) – “Mandante do assassinato de Dorothy Stang divide cela com seis presos em Altamira” - https://g1.globo.com/pa/para/noticia/mandante-do-assassinato-de-dorothy-stang-divide-cela-com-seis-presos-em-altamira.ghtml
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