quinta-feira, 19 de setembro de 2019

Mulheres de Destaque: Patrícia Tendolini: a economista que já formou centenas de internacionalistas




Por Maria Letícia Cornassini


Há quase quatro anos, o curso de Relações Internacionais do UNICURITIBA é coordenado pela economista de formação Patrícia Tendolini. Na verdade, ela quase não foi economista. Acontece que na época em que foi realizar a escolha por qual curso seguir, e já sabendo que gostava tanto do universo de humanas quanto do de exatas, Patrícia iria optar por administração. A escolha por economia foi motivada pela vontade de fazer algo diferente do irmão, mas que ainda mantivesse seus dois gostos unidos.



Já na faculdade ingressou em um estágio na ExxonMobil e permaneceu na empresa até a época em que passou a realizar um trabalho mais efetivo na economia, já em um banco. Conta que uma de suas memórias mais marcantes na faculdade são justamente aquelas que conta em sala de aula: as experiências com os professores, em especial seu professor de macroeconomia, John Sayad.



No banco, ingressou como analista de investimentos júnior, no que pensava ser seu emprego dos sonhos. Pensava. A realidade foi que apesar de ter a oportunidade de viajar por muitos lugares, o ambiente de trabalho era muito tóxico e machista, com um nível de pressão muito alto. A mudança para Curitiba veio junto com sua aceitação no programa de mestrado da UFPR.



Anos depois, a lei da oferta e da demanda realmente se fez presente na vida da professora. Quando estava cursando seu mestrado na UFPR, viu nos horários flexíveis da docência uma chance de aliar um emprego e aumentar a renda ao mesmo tempo em que dava continuidade ao mestrado. Mal sabia ela que o emprego que encontrou assim, meio que por acaso, seria aquele pelo qual ela se apaixonaria e de fato pensasse “encontrei meu trabalho dos sonhos”. Aqui no UniCuritiba começou em 2001, no curso de Administração. A entrada no meio das Relações Internacionais aconteceu um pouco depois, em uma disciplina. Agora, quase 20 anos após iniciar na docência, é a coordenadora do curso.



Ela conta que, além dos anos dando aula, o que foi levado em conta para que assumisse a coordenação foi o seu perfil pessoal. Tinha-se a necessidade de alguém que se desse bem tanto com alunos como com os professores. Para ela, os maiores desafios da coordenação são a cobrança que recebe de ambos os lados e as situações que fogem de seu alcance. Diz que sua equipe de professores é ótima e que teve a chance de contar com alunos compreensivos. Mas apesar de tantos anos de experiência lecionando, ela afirma que provavelmente nunca teria aceitado o cargo, não fosse pela experiência de mudança profunda - que, segundo ela, alterou até mesmo a forma com que ela se relaciona com as pessoas: o falecimento de seu filho.



Quem vê a professora Patrícia andando pelos corredores esbanjando calma e confiança e dando aula com tanta certeza e gosto nunca iria imaginar que, na verdade, uma de suas maiores dificuldades é falar em público. A professora conta que cada vez que precisa falar em público precisa se planejar.



Ela conta que sua mãe sempre a criou de modo igual a seus irmãos, e que por isso, sempre foi independente e nunca ligou nem reparou em comentários, mas que hoje, após olhar toda sua trajetória, percebe que muitas vezes os comentários e brincadeiras que presenciou eram sim, machistas. Conta também que, apesar de ter tantas áreas em sua vida- mãe, professora, coordenadora-, consegue equilibrar todas elas mantendo o equilíbrio mental. Diz que não costuma pensar muito no futuro, a não ser com seus filhos. Ela crê que não existe progressão maior que a carreira de professora.



Com uma vida permeada de acasos, Patrícia não imaginava que um dia assumiria o posto de inspiradora de outros alunos, assim como seus professores um dia foram para ela.



A realidade é que poucas vezes paramos para pensar que, para gerir tantas grandes mulheres, e tantas outras que buscam se tornar grandes, é preciso de uma grande mulher de destaque. Uma mulher que seja resiliente, que esboce plenitude para os alunos e professores e que realmente vista uma capa e se transforme em uma heroína.



É exatamente isto o que faz a economista que nos gerencia.
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segunda-feira, 16 de setembro de 2019

Em pauta: Os Poderosos Chefões da vida real






Por Maria Letícia Cornassini.




Há anos que a clássica imagem de mafioso permeando o imaginário das pessoas é aquela retratada pelo filme “O Poderoso Chefão”. Don Corleone sentado em uma poltrona imponente, sendo chamado de padrinho e prestando serviços não tão em conformidade com as leis. Mas se por um lado o clássico da cinedramaturgia retrata Don Corleone de modo ligeiramente dramatizado, retrata também com extrema clareza e detalhes- que até fazem o telespectador cogitar sua veracidade- o poder exercido pela Máfia.

Poucos sabem, mas os renomados grupos de crime organizado, as máfias, não possuem origens certas e definidas. A teoria mais aceita é a de que os rituais e regras seguidos pelas organizações remontam dos tempos dos Cavaleiros Templários, que ocuparam a Sicília e outros lugares na costa italiana do Mediterrâneo. Já, a formação dos primeiros grupos, data dos primórdios do século XIX, quando a dinastia Bourbon promovia e financiava bandidos para realizarem serviços “oficiais”. Com o tempo, os contratados pelos Bourbons se reuniram em grupos e escalaram seus serviços, passando a desenvolver esquemas de proteção, monopólios e a explorarem o poder dentro de um governo corrupto.

Mas não só na Itália moram os poderosos chefões. As famosas organizações criminosas existem ao redor do mundo inteiro, e em cada lugar, suas origens são as mais diversas.

Nos Estados Unidos, a máfia Cosa Nostra- aquela que inspirou a trilogia do Poderoso Chefão - surge com a grande imigração italiana do final do século XIX e início do XX e com o decreto da Lei Seca. No Japão, a Yakuza, que atualmente é a maior organização criminosa mundial, surge quando, no século XVII, samurais que ficaram sem mestres passaram a ser contratados por aldeões para defender as pequenas cidades que eram atacadas por outros samurais sem mestres. Na Rússia, o termo Organizatsiya passou a ser usado nos tempos de União Soviética para categorizar todas as redes de crime organizado que existiam dentro do território, desde a Bratva ucraniana até a Mafiya chechena.

Por serem instituições enraizadas nas sociedades mundiais a tanto tempo, estas organizações criminosas exercem, atualmente, um enorme controle em seus países, até mesmo dentro das decisões políticas. Com uma estimativa baixa, as máfias mundiais movimentam hoje cerca de 1 trilhão de dólares. Todas elas também convergem pelo fato de fazerem uso de decisões governamentais para aumentar seus rendimentos. Quando os impostos sob cigarros e álcool são mais altos, elas fazem o contrabando destas mercadorias.

Obviamente, suas atividades vão além. Em julho deste ano, a Polícia Federal brasileira prendeu dois italianos parte da máfia italiana da região da Calábria, a Ndrangheta, que controla cerca de 40% do tráfico global de cocaína. Além disso, as máfias comandam os maiores esquemas de prostituição, contrabando de armas, tráfico humano e narcotráfico do mundo. De modo geral, em nenhuma delas será entoada a famosa frase difundida no filme “O Poderoso Chefão”, “deixe a arma, traga os cannoli”. Mas, assim como no filme, em todas elas o poder que elas possuem ultrapassa as barreiras nacionais e os limites que poderiam ter sido impostos pelo Governo. Os “padrinhos” exercem poder de Estado e propagam suas próprias leis para que a “família”- modo carinhoso usado pelos membros para designar o grupo- sobreviva a qualquer custo, até mesmo ao custo de outras famílias reais.



Fontes:
Livro “A História do Crime Organizado” – David Southwell
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quinta-feira, 12 de setembro de 2019

Em pauta: A perda do status de refugiados de Juan Arrom, Victor Colmán e Anúncio Martí, opositores de esquerda do governo do Paraguai


Por Maria Letícia Cornassini



Recentemente, os paraguaios Juan Arrom, Anúncio Martí e Víctor Colman tiveram seu status de refugiado revogado através de decisão do Ministério da Justiça. O anúncio, seguindo costumes recentes, foi feito pelo Twitter.



Em 2003, os três paraguaios haviam tido a condição de refúgio concedida pelo Conare - por 7 votos a 0 -  o Comitê Nacional para os Refugiados, sob a declaração de perseguição política. Naquela época, enquanto ainda residiam no Paraguai, os três lideravam um movimento de esquerda, o Pátria Livre. Já no Brasil, dois deles residiam em Curitiba e tinham família constituída. 

A perda do status aconteceu em meio a acusações de que os homens teriam envolvimento com o Exército do Povo Paraguaio (EPP), movimento ao qual foi atribuído o sequestro da esposa de um empresário paraguaio. Os três negam qualquer envolvimento com o EPP e com o sequestro.  

O Presidente Jair Bolsonaro comparou o caso ao de Cesare Battisti. É importante, contudo, destacar que os casos não são iguais: no caso de Battisti, o pedido de refúgio negado pelo CONARE e sua extradição autorizada pelo Supremo Tribunal Federal. Posteriormente, o presidente Lula decidiu não extraditá-lo - o que só foi ocorrer no final do ano passado, após decisão do Presidente Michel Temer. 



Após a decisão de revogação do status de refugiado dos paraguaios, os três apresentaram um recurso à decisão, que foi rapidamente rejeitado pelo Ministério da Justiça. Quanto à revogação, o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) - que é membro convidado do Conare - e diversos outros organismos de direitos humanos afirmaram que acreditam que a decisão tenha sido feita em razão de agendas políticas, e não com base em fundamentos técnicos. Após a revogação do refúgio, o governo Paraguaio requereu a extradição de seus três nacionais, pedido que agora aguarda a decisão do Supremo Tribunal Federal.



A respeito da situação dos três paraguaios após a perda do refúgio, o coordenador-geral do Conare, Bernardo Laferté, afirmou publicamente que os três ainda poderiam residir no Brasil, pelo acordo de residência que existe entre os países do Mercosul ou  mediante a solicitação da naturalização ordinária.

 



·       Quem é considerado refugiado?



São considerados refugiados todos aqueles que deixam seu país motivados por um “fundado temor”, de modo mais simples, por uma perseguição. Esse fundado temor pode incluir guerras, perseguições políticas e ditaduras.



No Brasil, o refúgio é regido pela Lei 9.474/97, que determina que uma pessoa é perseguida “quando seus direitos humanos tenham sido gravemente violados ou estão em risco de sê-lo”. Ainda, para que alguém solicite refúgio no Brasil, a pessoa deve estar em território brasileiro e procurar a Polícia Federal ou a autoridade migratória na fronteira e solicitar de modo expresso o refúgio.



É importante ainda salientar que no âmbito do Direito Internacional, o instituto do refúgio é regido pelo princípio da “Não-devolução”, ou seja, um país não pode mandar embora um refugiado, a não ser que seu status seja embasado em provas dúbias. Não só isto, o princípio da “não devolução” é uma norma internacional com caráter de jus cogens, significando que sua existência e eficácia independe da aquiescência dos sujeitos de direito internacional.



·       Como acontece a extradição?



A extradição é uma medida de cooperação internacional que ocorre através de um pedido formal feito de um país a outro, com o qual possui tratado ou declaração recíproca de extradição. No processo de extradição, um Estado solicita ao outro a entrega de um indivíduo que tenha sido acusado, ou já tenha sido condenado, de um crime que possua certa gravidade.



No Brasil, o processo de extradição tem início quando a embaixada do país que requer a extradição faz um requerimento ao Ministério das Relações Exteriores (MRE). O MRE encaminha o pedido ao Ministério da Justiça, que em seguida o encaminha ao Supremo Tribunal Federal – que deliberará sobre a extraditabilidade da pessoa, atentando a requisitos legais. Se o STF autorizar a extradição, cabe ao Presidente da República a decisão final de efetivá-la ou não. 



Não serão extraditados acusados de crimes políticos. Além disto, beneficiários do refúgio não podem ser extraditados em nenhuma hipótese.



·       O que é a naturalização ordinária?



A naturalização ordinária, por sua vez, pode ser requerida pelo imigrante que resida no Brasil há pelo menos quatro anos, ou um ano quando o requerente possua filho, cônjuge ou companheiro brasileiro. O requerente deve também saber apresentar comprovação de que sabe se comunicar em língua portuguesa e não possuir condenação penal, ou comprovar reabilitação.



Os brasileiros naturalizados só podem ser extraditados por crime comum cometido antes da naturalização ou por tráfico de entorpecentes e drogas afins.


Fontes consultadas: 










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segunda-feira, 9 de setembro de 2019

Mulheres de Destaque: Carola Rackete, a capitã do Sea Watch 3 que foi presa por resgatar refugiados


     






       A crise dos refugiados atinge níveis desesperadores e, ainda hoje, há países que se recusam a recebê-los. A bem da verdade, os países têm uma obrigação de não-devolução dos refugiados para seu país de origem - ou seja, quando um refugiado entra em seu território, o Estado deve permitir sua permanência. No entanto, ainda não há nada que os obrigue a auxiliar os refugiados, mesmo com necessidades básicas. Quem faz esse trabalho - que se estende de construção para moradias até resgate dos refugiados que fazem a travessia pelo mar - são ONGs. A Sea Watch foi fundada em 2015 e surgiu da indignação de alguns europeus com a hipocrisia da União Europeia que prega a democracia e a defesa dos direitos humanos, mas fecha os olhos para os refugiados, sendo pela instalação de seguranças nas fronteiras ou por acordos com outros países para a devolução de nacionais, como no caso da Turquia. 



            Sea Watch 3 e a Justiça italiana






Carola Rackete, a corajosa integrante da ONG e capitã do Sea Watch 3, foi presa no dia 29 de junho de 2019 por entrar em território italiano sem autorização. Na embarcação - que estava à deriva há 17 dias - se encontravam 42 refugiados que foram resgatados do Mediterrâneo. Mesmo em condições precárias, nenhum país europeu autorizou a entrada do Sea Watch 3 em suas águas. O vice-premier e ministro do Interior da Itália Matteo Salvini alegou que Carola violou a lei ao forçar a entrada no porto de Lampedusa, no sul da Itália. Prender a capitã alemã foi um ato de crueldade, tanto pelos refugiados que ela ajudou a resgatar, tanto pela própria Carola, que arriscou sua vida nesta jornada. Felizmente, uma juíza italiana pensou assim também. Alessandra Vella acredita que Carola estava cumprindo seu dever de salvar vidas e que sua única opção era atracar na Itália, mesmo que os portos da Tunísia fossem mais próximos, uma vez que não seria seguro para os refugiados desembarcarem neste país - coisa que o Salvini pareceu ignorar completamente (e não surpreendentemente, ele busca frear as imigrações no país). Salvini inclusive chamou o Sea Watch 3  de navio pirata e ainda multou a ONG de resgate.






Comandante fora-da-lei presa. Navio pirata capturado. Máxima multa para a ONG. Imigrantes distribuídos para     outros países europeus. Missão cumprida.



O Ministro do Interior anunciou publicamente que expulsaria Carola da Itália assim que ela fosse liberada. Além disso, Rackete começou a receber ameaças pelo seu ato de bravura. Por causa desses dois fatores, a capitã preferiu ficar, por um tempo, em um lugar secreto para se proteger. Tal situação nos faz refletir porque constantemente pessoas que praticam o bem são reprimidas dessa forma. Felizmente, no dia 19 de julho, a Sea Watch informou que  a capitã voltou ao seu país natal, porém sem detalhes, a fim de manter a segurança de Carola.



Carola Rackete




            Carola nasceu na Alemanha, na cidade de Preetz. Seu currículo acadêmico é bastante impressionante. Ela primeiramente estudou na escola marítima da Jade University of Applied Sciences, onde se graduou em Ciência, nas áreas de ciência náutica e transporte marítimo. Essa graduação deu a ela o título de capitã pela Agência Federal Marítima e Hidrográfica da Alemanha, que cuida da segurança marítima, monitora poluição dos oceanos e aprova instalações em alto mar. Por dois anos, Rackete navegou por dois anos pelo Ártico e a Antártida, em expedições científicas, como parte do Instituto Alemão Alfred Wegener para a Pesquisa Polar e Marinha. Depois disso, por um curto período de tempo, ela trabalhou como voluntária para o Parque Natural dos Vulcões de Kamchatka. Após trabalhar em uma linha de navios de luxo de Mônaco, ela acompanhou o Greenpeace em suas expedições e também a British Antarctic Survey, que conduz pesquisas científicas na Antártica. Em 2018, ela se tornou mestre em gestão ambiental. Atualmente, ela comanda a embarcação Sea Watch 3, da ONG homônima. Além de tudo isso, ela foi a primeira mulher a comandar um navio de resgate humanitário.


            Como se pode notar, Carola Rackete é uma mulher extremamente corajosa - usar mulher e corajosa na mesma frase é quase um pleonasmo, certo? Por certo que ela merece todo o devido respeito e admiração de todas as partes do mundo (alô, Matteo Salvini?). Como ela mesma disse em entrevista ao jornal italiano La Repubblica “[...]Senti a obrigação moral de ajudar aqueles que não tiveram as mesmas oportunidades que eu.” Carola mostra uma rara consciência de seus privilégios e mais raro ainda é usar deles para poder ajudar os mais necessitados. Carola, você não verá isso, mas obrigada por ser exemplo. Você é uma incrível Mulher de Destaque.



*A ONG Sea Watch se mantém por meio de doações. Se você deseja ajudá-los, acesse o link abaixo para fazer sua contribuição.




Referências

https://sea-watch.org/en/sw-and-cpt-enforce-human-rights-eu-failed/













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quinta-feira, 5 de setembro de 2019

Opinião: Boris Johnson - o primeiro ministro do Reino Unido e o Brexit



Por Ligia Penia e Michele Hastreiter


Atual primeiro ministro britânico e líder do partido conservador, Boris Johnson é uma das figuras políticas que está chamando atenção ultimamente. Sua carreira política é longa: foi prefeito de Londres de 2008 à 2016 e Secretário de Estado do Reino Unido para os Assuntos Externos e a Commonwealth britânica de 2016 a 2018. Antes disto, atuou no jornalismo, tendo trabalhado no Daily Telegraph e foi o chefe do jornal The Spectator.



Politicamente, começou como parlamentar, para então ser chefe do partido conservador, e aí sim, prefeito. Depois que Theresa May passou a chefiar o partido, Johnson se tornou o Secretário de Estado para Assuntos Externos, cargo ao qual renunciou em julho de 2018. Tomou posse no mesmo mês como Primeiro Ministro, depois da renúncia de Theresa May, que não teve sucesso na tentativa de obter aprovação parlamentar ao acordo sobre a saída do Reino Unido da União Europeia. May desejou-lhe sorte em seu discurso de despedida, almejando também seu sucesso como um novo começo para a região, dizendo ser a prioridade agora, fazer acontecer uma saída que funcione para o Reino Unido.



Bolsonaro também desejou felicitações e afirmou o compromisso brasileiro com os valores de livre comércio que compartilham, através do seu twitter:



Jair M. Bolsonaro @jairbolsonaro 08:47 - 23 de jul de 2019

- Parabéns @BorisJohnson, novo Primeiro-Ministro do Reino Unido, eleito com o compromisso louvável de respeitar os desígnios do povo britânico. Conte com o Brasil na busca por livre comércio, na promoção da prosperidade para nossos povos, e na defesa da liberdade e da democracia.



Assim como o presidente brasileiro, não faltam polêmicas envolvendo Johnson. O político foi acusado de islamofobia, depois de dizer que os países islâmicos eram séculos atrasados e que mulheres que usam burca se parecem com caixas de correio. Johnson também apoiou a intervenção militar no Iêmen, para a qual o Reino Unido fornece armas e treinamento, mantendo sua comercialização com a justificativa de que há falta de evidências de quebra da lei humanitária internacional no conflito (seria proibida a exportação de armas se fosse comprovado que seu uso é contra civis) porém também se posicionou no sentido de bloquear os inquéritos das Nações Unidas sobre os eventuais crimes de guerra cometidos pelos sauditas na região.



Boris Johnson ameaçava  sair, no dia 31 de outubro, da União Europeia, com ou sem acordo. A saída sem acordo, no entanto, foi proibida pelo parlamento, já que poderia trazer substantivos impactos para economia global. Como resultado, Boris convocou uma moção pedindo eleições gerais.



 Trata-se de uma aposta arriscada de Johson, uma espécie de "all in": se os eleitores escolherem manter Johnson e dar a ele maioria Parlamentar, estarão concordando com a versão linha dura do Brexit e dando força para a postura conservadora...
Aguardamos as cenas dos próximos capítulos na esperança de que esse dia trinta e um de outubro não acabe se tornando o início de novas grandes crises e desentendimentos: realmente horripilante, como o Halloween, comemorado na data.
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domingo, 1 de setembro de 2019

Mulheres de Destaque: Michele Alessandra Hastreiter, professora no UNICURITIBA e responsável pelos blogs “Internacionalize-se” e “UNICURITIBA Fala Direito







Nossa Mulher de Destaque de hoje é alguém “pra lá” de especial! Aniversariante do dia, Michele Hastreiter é uma virginiana que gosta de desafios e não consegue ficar parada.

Embora quisesse, a princípio, cursar jornalismo, acabou por se graduar em Direito pela PUC/PR (2005-2010) e Administração Internacional de Negócios pela UFPR (2006-2009). Sem se contentar com a vida corrida de duas graduações simultâneas, Michele foi logo atrás de especializações. Em 2012 concluiu uma em Direito, Logística e Negócios Internacionais (PUC/PR) e, em seguida, iniciou seu Mestrado em Direito (PUC/PR). Ainda não satisfeita, em 2019 a querida professora do UNICURITIBA iniciou o Doutorado na Universidade Federal do Paraná.

Hoje, além de doutoranda, Michele é Professora de Direito Internacional Público e Privado no Unicuritiba, árdua defensora dos direitos humanos e dos menos favorecidos (inclusive, quando criança, fez um fã-clube do Rubinho Barrichello), apaixonada pela saga Harry Potter, feminista, esposa do Fernando e, principalmente, mãe da Juju!

Como se não bastasse tudo isso, é pesquisadora na área de Direito Internacional, membro do Núcleo de Estudos Avançados de Direito Internacional da PUC/PR e do Grupo de Estudos de Direito Autoral e Industrial (GEDAI), na UFPR. Também, dentro do UNICURITIBA coordenou com o professor Gustavo Blum o projeto “Orange Day”, em 2016, e atualmente coordena o Grupo de Pesquisa Direito Migratório e sua aplicação: em Curitiba, no Brasil e no Mundo.

 Carismática que só ela, Michele em 2019 deu um jeito de retomar um antigo sonho do jornalismo e passou ainda a coordenar os blogs “Internacionalize-se” e “UNICURITIBA Fala Direito”, onde conheceu a melhor equipe de editores (que, coincidentemente, redigiram esse texto em parceria).
 
“A Michele me encanta todos os dias com a sua dedicação, sua franqueza e sua capacidade intelectual privilegiada. Fico sempre muito orgulhoso de saber que, em tempos difíceis como os atuais, os alunos dela podem  contar com um pouco da luz que ela traz, todos os dias, para nossa família. Feliz aniversário!” - Fernando Castro

“Conheci a Michele no meu primeiro semestre do curso de Direito, momento em que foi minha professora! Lembro-me de suas aulas, bem como dos júris simulados por ela realizados. Após nove semestres, nos encontramos novamente! Agora, além de ser sua aluna, sou também uma das redatoras do Blog  por ela coordenado. Que honra, não é mesmo?
A professora Michele é uma pessoa maravilhosa que aquece o coração dos universitários com toda a sua sabedoria. Ressalto, ela não inspira apenas o corpo discente, mas também todos aqueles que estão ao seu redor.
Neste dia tão especial, desejo que sua vida seja repleta de vitórias e que a felicidade esteja sempre ao seu lado!” - Helem Keiko Morimoto

"Minha história com a Michele começou muito antes de eu sonhar que um dia teria a chance de manter contato com uma pessoa tão inspiradora. Em meu momento de maior dúvida sobre a carreira certa a seguir e do porquê da minha escolha pelo Direito, fui despretensiosamente assistir a uma palestra sobre Direito Internacional. Meu primeiro choque foi quando a palestrante subiu ao palco e pensei “não sabia que podia ser professora tão jovem”. Meu segundo choque foi encontrar a área que realmente me fez ter certeza de seguir o Direito, a de Direito Internacional. Lembro até hoje das explicações. A paixão crescente pelo Direito Internacional me levou ao curso de Relações Internacionais. Dois anos depois da palestra, qual foi a minha surpresa? A palestrante que eu tanto admirei seria agora minha professora. De lá para cá, a cada aula da Michele tenho um novo choque (no bom sentido). Me surpreendo com tudo o que ela ensina (sobre matérias e sobre a vida), com a pessoa que ela é, com suas conquistas e com tudo o que ela transmite. Não consigo pensar em um melhor exemplo de mulher de destaque: mãe, professora, aluna, pesquisadora, sonhadora, feminista. Michele realmente é a personificação de várias mulheres em uma só, e neste dia especial, nada mais justo que exaltar isto e agradecer por todo o exemplo e os ensinamentos que ela transmite a cada oportunidade.”  - Maria Letícia Cornassini

“A Michele sempre foi uma professora e pessoa que admirei muito: pelo seu conhecimento, sua desenvoltura, dedicação, sua postura; sempre foi uma daquelas professoras excepcionais e isso todo mundo vê. O projeto do blog, e ter a oportunidade para escrever nele, foi muito importante pra mim, e gostaria de agradecer o empenho dela e essa oportunidade. Eu lembro que assim que a Juju nasceu, a Michele postou uma foto dela com um tip top que dizia: lute como uma garota, e eu pensei: “nossa, realmente estamos mudando o mundo!” Obrigada, Michele, por mudar nossos mundos e fazer sempre além! Feliz aniversário!”. - Lígia Penia

"Desde a primeira vez que a Michele entrou em sala para me dar aula de Introdução ao Direito, eu notei uma energia diferente nela (foi ela quem plantou em mim a vontade de ser professora). E ao longo daquele semestre, percebi-a como uma mulher forte, inteligente e guerreira, que entendia as limitações que - infelizmente - acompanham uma mulher na sua vida, mas que lutaria até o fim para mudar esse cenário. Tive a sorte de ter mais uma matéria com ela e admirar ainda mais essa Mulher de Destaque. Quem conhece a Mi, sabe que o sorriso dela contagia e suas ideias alimentam nossos sonhos. Felizmente, como muitos nesse blog, ela também tem uma jornalista dentro de si e ajudou todos nós a perceber que podemos correr atrás desse sonho também. A oportunidade de participar desse projeto é indescritível e só foi possível por causa dela. Espero que nossa caminhada juntas seja muito longa! Amo tê-la como professora, redatora, e acima de tudo, amiga. Prof, que sua vida seja intensa e cheia se projetos maravilhosos para mudar o mundo, estamos com você nessa! Que nunca te falte amor e alegria! Feliz aniversário <3" - Manuela Paola

“Admiração à primeira vista. Acho que é isso que define o que senti e sinto pela Michele. Nos conhecemos no processo seletivo para o blog e em poucos minutos de conversa já estávamos rindo das coincidências entre nossas vidas e escolhas. De lá pra cá, essa admiração só aumentou. Sua dedicação, força de vontade e amor pelas coisas que faz me inspiram a ir atrás dos meus objetivos e a acreditar que um mundo mais justo, igualitário e sem discriminações ainda é possível se cada um fizer um pouquinho. Sua paixão pelas aulas, seu constante sorriso no rosto e paciência para ensinar sobre temas que, infelizmente, são tão desvalorizados. Fazer parte do blog com a Michele, além de trazer à tona o velho sonho de ser jornalista, me traz a liberdade sobre escrever sobre assuntos importantes, complexos e atuais, mas, principalmente, me dá a certeza que não estou sozinha na busca por um futuro melhor para todos (e para a Juju). Nesse início de um novo ciclo, Michele, não te desejo nada menos do que toda a alegria do mundo, e muita força para continuar sendo essa mulher de fibra e guerreira que você já é! Feliz aniversário!” - Giovanna Maciel

“Meu contato com a professora Michele é recente e, infelizmente, ainda não tive a oportunidade de ter aulas com ela. Infelizmente porque é fácil perceber como ela é gentil e está sempre disposta a ajudar seus alunos. No processo seletivo, a gente teve a sensação de se conhecer de algum lugar e logo descobri que era pelo fato de eu saber que ela faz parte de uma família linda, que já tive um pouquinho de oportunidade de conhecer. Parabéns, muitas felicidades e alegria. Quando precisar de mais um integrante para o FALE da Hermione, estamos por aqui” - Felipe Ribeiro

“Conheci a professora Michele em uma palestra durante o Orange Day. Naquele dia cheguei um pouco depois do horário de início do Evento. A professora Michele já havia terminado sua fala. Ouvi as demais palestrantes, e aguardei as possíveis indagações dos presentes. Após a resposta de uma das palestrantes a uma pergunta sobre o feminismo, um aluno do curso de Relações Internacionais pediu que a Professora Michele abordasse o questionamento levantado. A clareza e inteligência na fala da professora me tornaram um fã. Mais tarde, tive a oportunidade de participar do Blog Unicuritiba Fala Direito, e pude não apenas confirmar minhas impressões a respeito da pessoa dedicada e humana que a Professora Michele é, mas também escrever, debater e pesquisar ao seu lado. Experiência riquíssima. Neste aniversário, além de expressar minha gratidão, desejo para a professora muitas felicidades, persistência, conquistas e saúde”. - Alan José de Oliveira Teixeira

 “Professora Michele, queria manifestar minha admiração pela profissional que é, e pelo olhar atento e receptivo a cada paixão e anseio de pesquisa de seus alunos. Foi inspirador fazer parte de seu grupo de pesquisa sobre a Nova Lei de Migração e, neste ano, um desafio (em termos criativos) apaixonante compor a redação do Blog Fala Direito sob sua coordenação. Por fim, faço uso das palavras de Edgar Morin, um antropólogo e filósofo que a nós é tão caro, e que tive o prazer de ler graças à sua orientação. Tal leitura me permitiu explorar reflexivamente sobre o ser e o viver humano. Obrigada! —> “Cada ser humano é um cosmos, cada indivíduo é uma efervescência de personalidades virtuais, cada psiquismo secreta uma proliferação de fantasmas, sonhos, ideias. Cada um vive, do nascimento à morte, uma tragédia insondável, marcada por gritos de sofrimento, de prazer, por risos, lágrimas, desânimos, grandeza e miséria. Cada um traz em si tesouros, carências, falhas, abismos. Cada um traz em si a possibilidade do amor e da devoção, do ódio e do ressentimento, da vingança e do perdão. Reconhecer isso é reconhecer também a identidade humana.” (MORIN, Edgar. Terra-Pátria. Porto Alegre: Sulina, 2003, p. 59)” — Rafa Pacheco.

“A professora Michele foi muito importante na minha vida universitária. Com ela, eu me encontrei no curso de relações internacionais, aprendi a gostar de direito e de escrever. Suas aulas sempre foram maravilhosas, o que já era de se esperar com uma mulher empoderada, inteligente e simpática! Agora, nessa nova etapa, eu te desejo tudo de bom, professora! Que você tenha um ano incrível, cheio de alegrias! Feliz aniversário, prof.” - Vinicius Canabrava

“Desde a primeira aula com a professora Michele, pude ver o quão dedicada ela é, pois tem o dom de lecionar, cativando os alunos para a disciplina e tornando as aulas muito dinâmicas e interativas. Além de ser querida, muito respeitosa e dedicada, é um grande exemplo contra qualquer comentário machista que venha limitar a capacidade de uma mulher. Quero agradecer muito a professora, por confiar a mim a responsabilidade de ser um dos redatores do blog de R.I. e dizer que a admiro muito”. -  Igor Brandão

 

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