Luciana Yeung
Foto: Arquivo Nacional/Correio da Manhã
De tempos em tempos, ouve-se gente defendendo os regimes ditatoriais, pois eles seriam mais propícios a um país que quer sair de um estado de sub-desenvolvimento para o de desenvolvimento. Estas pessoas argumentam que a ordem, a disciplina e o planejamento estratégico de políticas econômicas – cruciais para se ter o “empurrão para a frente” – seriam mais garantidos, senão somente garantidos, através de regimes “fortes” e centralizadores.
Parece que há vários exemplos comprovando este argumento: o “milagre econômico” brasileiro da década de 1970 somente teria ocorrido graças a ditadura militar; o exemplo clássico dos quatro “tigres asiáticos” (na verdade de três, pois Hong Kong não foi submetido a uma ditadura) e até mesmo do Japão – que foram os casos mais bem-sucedidos de rápida industrialização do século 20 – parece indicar que não há como crescer sem um estado forte, autoritário e não-democrático. Finalmente, escancarando na frente de nossos olhos estaria o caso da China de hoje: tão espetacular quanto seu crescimento econômico parece ser a capacidade de o Estado Chinês controlar o que fazem, dizem, escrevem ou pensam sua população.
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