domingo, 31 de julho de 2011

Dirceu, Palocci e Nascimento: um legado político petista de dimensões trágicas para a sociedade brasileira.

Prof. Dr. Carlos-Magno Esteves Vasconcellos.

No dia 07 de junho deste ano, o Ministro Chefe da Casa Civil do Governo Dilma Roussef, sr. Antônio Palocci, foi finalmente defenestrado do governo federal. Seu nome esteve envolvido em denúncias de enriquecimento ilícito que, segundo o jornal Folha de São Paulo, de 15 de maio (http://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/po1505201102.htm), teria permitido-o multiplicar por vinte o valor de seu patrimônio pessoal ao longo dos últimos 4 anos (2006-2010), quando exerceu o cargo de deputado federal, fazendo-o saltar de R$ 375 mil para mais de R$ 7,5 milhões.
Cerca de um mês depois do afastamento de Palocci, na edição de 06 de julho da Revista Veja (em circulação desde o dia 02 de julho), mais um ministro do Governo Dilma era arrolado em uma trama de fraude financeira com dinheiro público. Desta vez, o nome da 'autoridade' era Alfredo Nascimento, Ministro dos Transportes, herança do Governo Lula (durante o qual ocupou o Ministério dos Transportes entre 2004 e 2010) para o Governo Dilma. O sr. Nascimento teve seu nome envolvido em um esquema de superfaturamento e recebimento de propina alinhavado no Ministério dos Transportes, e lastreado nos processos de liberação de recursos para obras públicas. No dia 06 de julho, o jornal O Globo (http://g1.globo.com/politica/noticia/2011/07/entenda-denuncias-que-levaram-saida-de-alfredo-nascimento.html) aumentava a temperatura da frigideira do ministro, revelando o extraordinário e surpreendente enriquecimento do jovem Alfredo Nascimento (filho do Ministro Nascimento) que, segundo aquele jornal, teria multiplicado por 833 o capital de uma empresa de sua propriedade no curto espaço de 2 aninhos (2005-2007), graças a operações com o Ministério dos Transportes, no período em que o papai Nascimento era o titular daquela pasta no Governo Lula. No calor dos acontecimentos, o ministro foi queimado e deixou o governo federal.
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O que é o Direito e o que são os direitos humanos?

Por Luiz Otávio Ribas


Com base em exercício de discussão em grupos as turmas do primeiro e do quarto períodos do curso de Relações Internacionais do Unicuritiba buscaram responder estas perguntas. Abaixo segue a compilação das respostas, sujeita a críticas e novas contribuições.

O que é Direito? Como o Direito influencia as relações internacionais?

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Dentre os emergentes, é o Brasil o mais afetado pela “guerra cambial”?

Por Cíntia Rubim



 




Recente pesquisa publicada na Folha de São Paulo em 25 de julho último traz um estudo feito para os setores industriais de um grupo de países emergentes, dentre eles Brasil, México, Argentina, África do Sul, Indonésia, Coréia, Índia, Turquia, China e Rússia. Ao todo essa pesquisa, baseada em entrevistas feitas com executivos dos países, contemplou treze economias emergentes.
Segundo a pesquisa, o Brasil foi o único, dentre os países pesquisados, a apresentar encolhimento do setor industrial no último mês de junho. O estudo busca prever o comportamento da indústria a partir do nível de estoques, ritmo de novas encomendas e contratações. Parece que o efeito da taxa de câmbio tem forte poder de explicação nessa pesquisa, embora não possa ser apontado como o único responsável.
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sábado, 30 de julho de 2011

Resenha de “O poder global e a nova geopolítica das nações”, de José Luís Fiori. São Paulo: Boitempo Editorial, 2007.


George Wilson dos Santos Sturaro

Em O Poder Global e a Nova Geopolítica das Nações, José Luís Fiori tem o mérito de aproximar e, em alguns pontos, integrar as abordagens histórico-materialista e estratégico-realista das Relações Internacionais. O autor maneja o encaixe das abordagens concorrentes numa “teoria da acumulação do poder e da riqueza”, base de toda elaboração posterior, que irá culminar numa “teoria do poder global”. Assim fazendo, Fiori combina explanação histórica e determinação estrutural com análise de conjuntura, estratégia e tática, preenchendo espaços vazios da Teoria das Relações Internacionais.
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quinta-feira, 28 de julho de 2011

O Massacre na Noruega e o avanço da extrema direita

Etiane Caloy *


Extraído na íntegra do site: http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/nyt/massacre+na+noruega+revela+forca+da+extrema+direita+na+europa/n1597098938242.html
“Massacre na Noruega revela força da extrema direita na Europa
Oposição à imigração, globalização e multiculturalismo cresce em grande parte do continente europeu
The New York Times | 25/07/2011 11:51

Os ataques realizados na Noruega na sexta-feira atraíram nova atenção para os extremistas de direita não apenas no país, mas em toda a Europa, onde a oposição aos imigrantes muçulmanos, à globalização, ao poder da União Europeia e à união em prol do multiculturalismo tem se mostrado uma poderosa força política e, em alguns casos, um estímulo à violência.
O sucesso de partidos populistas que apelam a um sentimento de perda de identidade nacional levou as críticas contra minorias, imigrantes e muçulmanos das salas de bate-papo na internet para a política.
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domingo, 24 de julho de 2011

O Futuro da Europa

Símbolo do Euro.

Cintia Rubim


A recente crise do endividamento de países europeus da zona do euro, que se agravou após a crise de 2008, tem suscitado diversas discussões e análises sobre o futuro desses países, da economia europeia e da economia mundial.
Grécia, Irlanda, Portugal e Itália parecem os mais afetados com percentuais de endividamento que passam dos 100% de seus PIBs. Calote, moratória, abandono do euro, mais medidas de austeridade fiscal, mais ajuda financeira internacional são temas recorrentes nos dias atuais e muitos debates com pontos de vista distintos tem aparecido na imprensa.
Essa análise abordará alguns desses aspectos sob um ponto de vista, propondo ao leitor um debate, uma vez que não há certo ou errado em se defender ou atacar o comportamento financeiro dessas economias que culminaram na recente crise, mas sim, pontos fortes e fragilidades, essas últimas, potencializadas com a crise de 2008.
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sábado, 23 de julho de 2011

Quando o realismo é insuficiente: a ação das ONG no século XXI

           Na foto: O navio ambientalista Steve Irwin (direita) tenta intimidar o navio arpoador Shōnan Maru 2 (esquerda) com uma tentativa de abalroamento.


Nicolas Maia


"Os únicos atores relevantes são os Estados nacionais", segue o mantra realista. Mas até que ponto este mote corresponde à realidade do século XXI? Frequentemente imagina-se entre os realistas que a influência de uma organização não governamental perante um Estado nacional tenha efeito mínimo ou nulo na condução de sua política externa, devido ao poder incomensurável entre as partes. Por este motivo, ONGs têm sido desconsideradas como atores importantes no cenário internacional por acadêmicos realistas.
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quinta-feira, 21 de julho de 2011

Suicídio de Allende confirmado

Etiane Caloy *

 

 

Jornal do Brasil: Quarta-feira, 4 de novembro de 1970 - página 8

"Só me cabe agradecer
ao povo de Santiago,
que testemunhou
sua confiança e carinho.

E a vocês,
que se reúnem,
espontaneamente,
para reafirmar
a convicção e a fé
de que o povo
ingressou comigo
na Presidência"
.
Salvador Allende


“Perícia confirma suicídio do presidente Allende em 1973

Informação foi confirmada por família ao receber resultado de perícia.
Justiça resolveu abrir em janeiro investigação sobre morte de ex-presidente.

Da France Presse

O Serviço Médico Legal confirmou nesta terça-feira (19) que o ex-presidente chileno Salvador Allende se suicidou durante o golpe de estado de Augusto Pinochet em 1973, informou a família depois de receber o relatório da perícia.
‘A conclusão é a mesma que a família Allende tinha: o presidente Allende, no dia 11 de setembro de 1973, diante das circunstâncias extremas pelas quais passou, tomou a decisão de tirar sua vida antes de ser humilhado ou passar por qualquer outra situação’, disse a filha do falecido mandatário, Isabel Allende.
Em janeiro, a Justiça chilena resolveu abrir uma investigação judicial para esclarecer se o ex-presidente Allende cometeu suicídio como afirma a versão oficial aceita pela família ou se foi executado pelas forças golpistas.
Como parte da investigação judicial, o corpo de Allende foi exumado do cemitério Geral de Santiago para submetê-lo a perícias que devem apresentar resultados conclusivos em agosto.”

Extraído na íntegra do site http://g1.globo.com/mundo/noticia/2011/07/pericia-confirma-suicidio-do-presidente-allende-em-1973.html

* Etiane Caloy é Doutora em História e professora do UNICURITIBA nas disciplinas de História do Brasil, Metodologia da Pesquisa e Métodos e Técnicas de Pesquisa em RI´s
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